Blog

Como atender diferentes públicos pode ampliar a audiência e o engajamento do seu portal

Entenda como acessibilidade, experiência inclusiva e diferentes formatos podem ampliar a audiência e o engajamento de portais de notícias.

Demonstração de vozes
Escolha uma voz e ouça este artigo narrado por ela:
Vivienne
Como atender diferentes públicos pode ampliar a audiência e o engajamento do seu portal
Resumo
Atender diferentes públicos significa remover barreiras e oferecer outras formas de acessar a informação, como textos claros, legendas e matérias em áudio. Isso beneficia pessoas com deficiência, idosos e quem prefere ouvir notícias enquanto faz outra coisa, e amplia o alcance e o engajamento do portal.

Um portal pode publicar uma reportagem relevante e bem apurada e, ainda assim, perder parte da audiência. Isso acontece quando algumas pessoas encontram barreiras para localizar, compreender ou consumir o conteúdo, como letras pequenas, vídeos sem legenda ou matérias disponíveis apenas para leitura.

Atender diferentes públicos não significa criar várias versões do site. Significa construir uma experiência flexível, na qual mais pessoas consigam acessar a mesma informação com autonomia.

Quem pode estar sendo excluído?

Segundo a PNAD Contínua 2022 do IBGE, o Brasil tinha 18,6 milhões de pessoas com deficiência, ou 8,9% da população com dois anos ou mais. O Censo 2022 registrou ainda mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.

Além desses grupos, um portal pode criar dificuldades para:

  • Pessoas com baixa visão, dislexia ou dificuldades de leitura.
  • Usuários com limitações motoras ou pouca familiaridade digital.
  • Leitores com aparelhos antigos, telas pequenas ou conexão lenta.
  • Quem está dirigindo, caminhando ou realizando outra atividade.

Muitas barreiras não aparecem como reclamação. O usuário simplesmente abandona a matéria e procura outra fonte.

Acessibilidade beneficia apenas pessoas com deficiência?

Não. Legendas atendem pessoas surdas e também quem assiste a um vídeo em ambiente barulhento. Bom contraste ajuda quem tem baixa visão e quem lê o celular sob o sol. E uma matéria em áudio ajuda pessoas com dificuldades de leitura e também quem prefere ouvir notícias no carro ou durante uma caminhada.

Ao remover uma barreira, o portal costuma melhorar a experiência de várias pessoas ao mesmo tempo.

Diferentes formatos, novas oportunidades de consumo

O texto continua sendo a base do jornalismo digital, mas não precisa ser a única porta de entrada. Uma mesma reportagem pode oferecer:

  • Texto completo para quem quer ler e consultar detalhes.
  • Áudio para quem prefere ouvir ou não pode olhar para a tela.
  • Vídeo com legendas e transcrição para quem busca uma apresentação visual.

Quanto mais flexível for a experiência, maior o número de situações em que o conteúdo pode fazer parte da rotina do público, o que favorece leitura, retorno, cadastro e assinatura.

Por onde começar?

  • Testar a navegação com teclado, leitor de tela e ampliação de texto.
  • Revisar contraste, tamanho dos controles e textos alternativos.
  • Reduzir anúncios e janelas que encobrem a matéria.
  • Oferecer formatos alternativos, como áudio, e medir sua utilização.

Para uma avaliação completa, veja o Checklist de acessibilidade para portais de notícias: 15 pontos para avaliar.

Como o ReadMe ajuda

O ReadMe transforma automaticamente as matérias do portal em áudio, com vozes naturais em português brasileiro. O player tem controles de reprodução e velocidade, pode ser personalizado com a identidade visual do veículo e traz métricas integradas, sem adicionar nenhuma etapa de gravação à rotina da redação.

O áudio não substitui os demais recursos de acessibilidade, mas é uma parte importante de uma experiência inclusiva. Saiba mais em Áudio torna um site acessível? Benefícios e limites do leitor de texto.

Conclusão

O objetivo não é criar um portal diferente para cada público, e sim um portal mais flexível, capaz de entregar informação para mais pessoas.

← Voltar para o blog